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PITIMBU NOTÍCIA

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

'Mandantes ainda estão soltos', diz mãe de advogado morto na Paraíba

Mãe de Manoel Mattos afirmou que confia na Justiça no caso do filho.
Julgamento é o primeiro federalizado e começa na segunda-feira (18).

Jhonathan OliveiraDo G1 PB
Nair Ávila, mãe do advogado Manoel Mattos  (Foto: Jhonathan Oliveira/G1)Nair Ávila diz que perdeu a liberdade com a morte
do filho (Foto: Jhonathan Oliveira/G1)
A mãe do advogado Manoel Mattos, assassinado em 2009, Nair Ávila, disse nesta quinta-feira (14), em João Pessoa que os mandantes do crime ainda estão soltos. Ela disse que confia na Justiça durante o julgamento que tem início na próxima segunda-feira (18) na capital paraibana. Militante dos Direitos Humanos, Mattos foi morto durante uma emboscada no Litoral Sul da Paraíba e seu caso foi o primeiro pedido de federalização aceito pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O advogado pernambucano Manoel Bezerra de Mattos Neto foi morto por pistoleiros em Pitimbu, Litoral Sul da Paraíba. Ele atuava no enfrentamento dos grupos de extermínio que agem na divisa da Paraíba e Pernambuco. “Espero que a Justiça seja feita,  foi para isso que eu lutei para que o caso fosse federalizado. A Justiça Federal é isenta”, afirmou Nair Ávila, em entrevista coletiva concedida na sede da Ordem dos Advogados do Brasil na Paraíba na manhã desta quinta-feira (14), sobre a a expectativa para o julgamento dos cinco réus acusados de participação na morte do seu filho.
Segundo Nair, não apenas os acusados que vão a júri popular têm participação na morte de Manoel Mattos. “Foram presos os executores, mas os mandantes, os financiadores ainda estão soltos”, afirmou durante a entrevista.
De acordo com os autos do processo, os réus Flávio Inácio Pereira e Cláudio Roberto Borges foram apontados, durante as investigações policiais, como os principais mentores do assassinato e contaram com apoio direto de José Nílson Borges, irmão de Cláudio Roberto Borges e proprietário da arma utilizada no crime, sendo que José da Silva Martins e Sérgio Paulo da Silva foram os executores do homicídio. Apenas José Nilson está solto e os demais estão detidos em presídios da Paraíba.
A mãe do advogado afirmou que o assassinato do filho acabou com a sua vida também. Agora ela vive sob constante escolta da Polícia Militar de Pernambuco. “Não é fácil, eu perdi meu filho e perdi minha liberdade, mas Deus, nosso bom pai, me dá força para que eu continue”, disse.
Nair Ávila ressaltou no entanto que após a morte de Manoel Mattos passou também a ser militante dos Direitos Humanos. “Estou lutando não é por conta de Manoel só, eu quero que outras mães não passem pelo que eu estou passando, a minha luta não vai parar aqui. Com a morte do meu filho eu me engajei e hoje faço parte dos Direitos Humanos”, pontuou.
Julgamento
Os procuradores da república Alfredo Carlos Gonzaga Falcão Júnior e Fabrício Carrer, lotados nas Procuradorias da República nos municípios de Campina Grande e Bauru (SP), respectivamente, foram designados pelo procurador-geral Rodrigo Janot Monteiro para atuarem em conjunto, com o procurador da república Marcos Alexandre Bezerra Wanderley de Queiroga, no julgamento do caso Manoel Mattos. A sessão acontece no Tribunal Federal do Júri de João Pessoa.
Em outubro de 2010, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu o pedido da Procuradoria Geral da República de federalização do processo sobre a morte de Manoel Mattos. Com isso, o caso foi retirado da Justiça Estadual e transferido para a Justiça Federal da Paraíba. Este foi o primeiro pedido de federalização aceito pelo STJ. Em dezembro de 2012, o processo foi incluído no Programa Justiça Plena, com a tramitação sendo acompanhada mais de perto pela Corregedoria Nacional de Justiça. Este foi o primeiro e até agora único caso de federalização concedido pelo STJ.

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