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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Sindicato denuncia taxistas clandestinos atuando em João Pessoa

Série exibida pela TV Cabo Branco mostra ação de motoristas irregulares.
Clandestinos têm ponto de táxi e até centrais de telefone.

Do G1 PB com TV Cabo Branco

Motoristas clandestinos transportando passageiros livremente, organizando pontos de táxi irregulares e até centrais telefônicas para captar clientes com descontos abaixo da tabela do mercado em João Pessoa. Estes flagrantes são o tema da reportagem desta terça-feira (12) e que abre a série 'Máfia do Táxi' produzida pela TV Cabo Branco, afiliada da Rede Globo na Paraíba essa semana.
De acordo com o Sindicato dos Taxistas de João Pessoa, para trabalhar de maneira regular, o taxista precisa retirar vários documentos e atender aos requisitos obrigatórios. “Alvará, crachá, os carros precisam ser brancos, todos adesivados e com placa de João Pessoa. É uma série de requisitos para que o taxista esteja apto a trabalhar. Qualquer irregularidade do taxista ou do carro, ele pode correr o risco de levar uma multa e perder até a própria concessão”, comentou Antônio Henriques, o presidente do Sindicato dos Taxistas de João Pessoa. Na capital, 1.442 taxistas são registrados.
A Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob) explica que o primeiro requisito para trabalhar como taxista em João Pessoa é ter um veículo com placa do município. “Assim que cruzar o limite do município, ele tem que colocar na bandeira dois e retirar a capelinha, que é aquela plaquinha que fica em cima do veículo com o nome 'táxi'. O que configura a infração é o veículo registrado como táxi em outra cidade pegar um passageiro no município de João Pessoa”, explicou Alberto Pinto, superintendente-adjunto de Mobilidade Urbana (Semob) da capital.
Mas a regra estabelecida pela Semob não é respeitada. A reportagem da TV Cabo Branco encontrou vários pontos de táxi clandestinos na capital. Um deles fica na calçada da sede do Centro Administrativo da Prefeitura de João Pessoa.
Táxis com placas de fora
O táxi clandestino tem placa da cidade de Mamanguape, no Litoral Norte da Paraíba. Abordado pela produção da TV Cabo Branco, sem saber que estava sendo filmado, o taxista clandestino não se importa de oferecer seu serviço por um preço abaixo do cobrado pelos taxistas regularizados. “Daqui para o hotel dá R$ 25, para ir e voltar. No táxi normal é mais. Daqui para Tambaú é mais, uns R$ 45 ou R$ 50”, oferta o clandestino.
No bairro do Grotão, foram encontrados táxis com placas de Alhandra, município do Litoral Sul paraibano, e até da cidade de São José dos Ramos, que fica a 72 km da capital. Na conversa com a produção da TV Cabo Branco, o motorista confirma a existência de um ponto de táxis clandestino no bairro.
Um taxista regularizado que não quis se identificar denunciou que alguns clandestinos se organizaram ao ponto de montarem espécies de cooperativas para captar clientes por telefone. Ele sintonizou a frequência do rádio da central de táxi clandestina e constatou que os motoristas que não estão regularizados oferecem descontos até de 20%.
Segundo Alberto Pinto, a denúncia das centrais clandestinas de táxi chegou até a Semob, que imediatamente informou ao Ministério Público da Paraíba. No caso dos pontos de táxis sem cadastro, o superintendente-adjunto da Semob explicou que a fiscalização costuma acontecer em parceria com a Polícia Militar porque os agentes de mobilidade urbana costumam ser ameaçados.
“A gente tem feito blitz em locais e horários distintos para justamente flagrar essas infrações e fazer a apreensão desses veículos e a consequente aplicação da multa. A infração é de 20 ufirs [Unidade de Referência Fiscal], que hoje daria em torno de R$ 516. Fora isso, o clandestino vai pagar a taxa de remoção, porque o veículo é apreendido no pátio da Semob, além de pagar cinco ufirs por cada dia que o carro ficar retido”, explicou Alberto Pinto.

Esquema de propina em hotéis
Os taxistas regularizados denunciaram também que os clandestinos montam um esquema de propina com os recepcionistas dos hotéis da capital para que os clientes sejam direcionados para os táxis irregulares. Segundo a denúncia, os recepcionistas receberiam uma taxa fixa a cada “corrida” realizada pelo taxista cladestino. No esquema, na viagem da orla de João Pessoa para qualquer bairro da Zona Leste, a taxa repassada para o funcionário do hotel seria de R$ 5 se o destino fosse para o Centro e para o aeroporto de R$ 20.
O presidente da Associção Brasileira da Indústrias de Hotéis da Paraíba (ABIH-PB), José Inácio Pereira Júnior, afirmou que não tinha conhecimento da denúncia do esquema de propina aos recepcionistas de hotéis. “Se existe alguma denúncia neste sentido, quem denuncia tem que provar. A ABIH não tem conhecimento desses fatos e se chegar ao nosso conhecimento, nós aconselharemos ao hoteleiro que não proceda dessa forma”, completou.

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